Alimentação Anti-inflamatória

A alimentação tem um papel importantíssimo na nossa saúde e na forma como nosso corpo e organismo se comportam quando submetidos à diversos agressores, como vírus, bactérias, fungos, fadiga, stress, agentes químicos e muitos outros perigos, visíveis e invisíveis.

O cardápio do dia-a-dia, nossa dieta habitual, se pensada e ajustada, pode agir como uma super fonte de defesa, aumentando a resistência do nosso organismo e a funcionalidade de nossas células.

É uma questão mínima de tempo para sentir a diferença. Porém, do mesmo modo que a alimentação pode servir como um super aliado para saúde, ela também pode ser o grande vilão.

Nosso corpo está submetido à processos inflamatórios naturais diariamente, como por exemplo após eventos estressantes ou após uma carga intensa de atividade física ou até mesmo mental, que podem ser agravados por dietas ricas em carboidratos refinados e gorduras trans.

Estes alimentos são considerados pró-inflamatórios e podem causar uma alteração no equilíbrio do metabolismo, por vezes aumentam a dor e a liberação de substâncias inflamatórias, como as prostaglandinas, os leucotrienos, as ciclooxigenases e os tromboxanos, que retardam a recuperação do organismo, podendo até levar a um processo inflamatório crônico.

Este estado inflamatório pode ser medido através de um exame de sangue, que revela a dosagem de proteína C reativa (PCR), um marcador usado para monitorar a evolução e gravidade de doenças cardiovasculares, doenças osteoarticulares, diabetes e obesidade, todas intrinsecamente relacionadas com a inflamação crônica.

Assim, devemos evitar os alimentos pró-inflamatórios em nossa dieta, para que a alimentação não seja mais um fator a contribuir para este processo.

Exemplos

Alguns exemplos destes alimentos são: comida processada, carnes gordurosas, frituras, açúcar, doces, fast food (hambúrguer, batata frita e refrigerante), carboidratos simples (farinha branca, açúcar branco, guloseimas etc.).

Estes alimentos (ou “venenos alimentares”), são fontes de calorias vazias, gorduras do tipo trans (saturadas) e aditivos químicos, como nitritos e glutamato monossódico, que proporcionam o aumento dos processos inflamatórios, obesidade e doenças crônicas, como câncer, diabetes e hipertensão arterial.

Calma…

Mas calma, somos seres pensantes e ditamos as regras em nossas vidas, podemos optar por ingerir ou não tais alimentos e basear nossa dieta em alimentos anti-inflamatórios. Estes, consumidos com regularidade, reduzem a inflamação e ajudam a equilibrar o metabolismo.

O ácido graxo ômega 3, a alicina, a antocianina e a vitamina C, são exemplos de alguns componentes dos alimentos anti-inflamatórios por terem a capacidade de aumentar a secreção de alguns hormônios que inibem e/ou bloqueiam a ação inflamatória para reparar uma lesão e são antioxidantes.

Característica de extrema importância, pois algumas substancias denominadas radicais livres, atuam diariamente em nosso organismo ”atacando” outras moléculas e modificando suas estruturas químicas, o que pode levar à disfunção das células e o aparecimento de problemas como doenças cardíacas, diabetes e câncer.

Os antioxidantes são moléculas capazes de retardar ou impedir esse dano oxidativo, já que seu papel é bloquear as reações de oxidação e oferecer proteção às membranas e outras partes das células.

Opções de alimentos que podem fazer parte de uma dieta Anti-inflamatória são:

– Peixes de água fria e profunda (dificilmente encontrados nos mercados comuns): fontes de proteína e de ômega 3. Exemplos: salmão, atum, arenque, sardinha, cavalinha, entre outros. Pode utilizar a linhaça como fonte de ômega 3 de origem vegetal;

– Hortaliças verde-escuras: são ricas em nutrientes, principalmente vitaminas A, C e as do complexo B, minerais como cálcio, magnésio, ferro, potássio e fosforo, que combatem a inflamação e os radicais livres. Exemplos: espinafre, rúcula, brócolis, agrião, escarola e couve;

– Hortaliças alaranjadas: são fontes de betacaroteno, um excelente antioxidante. Exemplos: cenoura e abóbora;

– Frutas: as cítricas são fontes de vitamina C, que atua como antioxidante. As vermelhas, além da ação antioxidante, atuam também contra a inflamação;

– Castanhas: castanhas de caju, castanha-do-pará, amêndoas e nozes são alimentos ricos em selênio, que atua como antioxidante, além de possuírem boas gorduras;

– Sementes integrais: são fontes de fibras, vitaminas e minerais. Exemplos: linhaça, chia, gergelim, gérmen de trigo (ação protetora contra a poluição), quinua (excelente fonte de carboidratos complexos, aminoácidos e gorduras boas), amaranto, semente de girassol e de abóbora;

– Outros alimentos importantes que não devem faltar na alimentação para espantar de vez a inflamação são: alho cru, cebola, tomate, pimentão vermelho, feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, azeite de oliva extra virgem, gengibre, couve-flor, nabo, rabanete e repolho;

– Entre as bebidas que ajudam na dieta anti-inflamatória estão os chás de ervas principalmente o chá-verde e o chá de alecrim, água mineral sem cloro, vinho tinto (moderado).

Fator Inflamatório

Existe um fator chamado Fator Inflamatório (FI) que avalia os alimentos em relação à sua ação anti-inflamatório ou pró-inflamatória para o corpo.

Quanto maior o grau de positividade do FI, maior a ação benéfica deste alimento no organismo. O profissional nutricionista é capacitado para trabalhar com essas relações no cardápio de seus pacientes, ou seja, busque orientações com um especialista, para usar dessa arma maravilhosa, que é a alimentação, para te trazer cada vez mais saúde e sabor!

http://abran.org.br/para-publico/os-beneficios-dos-alimentos-antiinflamatorios-para-saude/
http://www.consaude.org.br/dieta-anti-inflamatoria/
http://www.tamaramazaracki.med.br/alimentos-anti-inflamatorios/

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