Chocolate, pode?

Um bom chocolate é saudável, sim!

Já que a Páscoa está chegando e a data é regada a muito chocolate, achei por bem falar sobre este alimento que é tão amado e orientar para fazermos as melhores escolhas.

Segundo a ANVISA, um chocolate só pode ser considerado “de verdade” se tiver pelo menos 25% de cacau em sua composição. A grande maioria dos chocolates industrializados não chega nem perto disso. No Brasil, hoje, apenas 1 em cada 3 chocolates vendidos pode ser considerado “de verdade”. As propriedades benéficas estão presentes no cacau, mas apenas nos chocolates com 55% ou mais de cacau em sua composição. Os chocolates com a porcentagem abaixo deste valor contêm muito açúcar, leite, gorduras vegetais (hidrogenadas) e outros componentes que não oferecem vantagem alguma para a saúde e devem ser evitados inclusive. 

Há estudos que indicam que o leite interfere na absorção dos antioxidantes do chocolate, isto é, os possíveis benefícios do chocolate podem não ser aproveitados devido a sua composição.
Por isso procure por chocolates artesanais, com ingredientes naturais, com alto nível de cacau (70%) e orgânico de preferência. Muita gente torce o nariz e diz ser “amargo demais”, mas pelo contrário, você saboreia o verdadeiro sabor do cacau, entende suas particularidades e variações. É questão de reeducar o paladar e se permitir uma redescoberta sensorial!

Exemplo de imagem
Um bom chocolate é saudável, sim!

O cacau, principal componente do chocolate, é rico em flavonóides (principalmente a epicatequina) e teobromina que contribuem para a saúde do coração pois possuem ação antioxidante, mecanismos antitrombóticos e efeito vasodilatador, ou seja, diminui a tendência de coagulação do sangue e aparecimento de aterosclerose que estão diretamente relacionados à obstrução dos vasos sanguíneos e consequentemente às doenças cardiovasculares. Diminuição da fração LDL colesterol (colesterol “ruim”) e aumento do HDL (colesterol “bom”) também são observados. Estudos indicam que há uma relação inversamente proporcional do consumo de chocolate por indivíduos saudáveis e a incidência de diabetes, supostamente por combater a resistência à insulina, o estresse oxidativo (envelhecimento celular) e a inflamação do organismo. Dentro deste raciocínio, pode-se dizer que há um fator de proteção do cérebro, pois previne a oxidação celular que é a principal causa das doenças degenerativas como o Alzheimer por exemplo. Prevenção do câncer pelo poder antitumoral por estar associada à presença dos antioxidantes. 

Além disso, o cacau contém feniletilamina e triptofano, que são precursores dos neurotransmissores dopamina e serotonina respectivamente. Tais neurotransmissores promovem sensações de excitação e prazer, por este fenômeno que o chocolate pode ser considerado um “antidepressivo” e até mesmo se tornar viciante. No entanto, as quantidades destas substâncias são ínfimas para atribuir o combate à depressão. A teobromina, substância presente no cacau, tem sido estudada por seus efeitos benéficos: é anti-inflamatória, vasodilatadora (relaxante muscular) e um estimulante físico e mental, por aumentar a perfusão de sangue no cérebro, conferindo um efeito de maior alerta e foco.

A quantidade diária ideal é a medida do seu dedo indicador (25 a 30 gramas) e de preferência consumido em lanches intermediários (manhã, tarde ou ceia), pois o cálcio do leite e a cafeína presentes no chocolate podem interferir na absorção de minerais como o ferro por exemplo, por isso deve-se evitar consumir com as refeições principais.

Conclusão: além de gostoso, matar a vontade de doce, um chocolate de verdade faz bem e traz saciedade! Se joga! Com moderação, é claro!!

Quer aprender a fazer uma receita saudável, deliciosa e muito fácil com cacau?! Então veja o vídeo que eu fiz pro meu canal do Youtube de "Trufas de chocolate sem açúcar"!

Espero que goste! ;)
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